Judy, a cachorra prisioneira

A Segunda Guerra Mundial foi um momento de muitas histórias curiosas mas o da Judy, a cachorra prisioneira talvez seja o mais curioso e fofo ao mesmo tempo.

Quem mostrou a história para o mundo foi o escritor Otavio Cohen, no livro História Bizarra da Segunda Guerra Mundial.

Judy, a cachorra prisioneira

Lá em 1942 o navio britânico HMS Grasshopper passava por Xangai e sua tripulação encontrou Judy na rua e a adotaram. Mas quando saíram de lá, rumo a Cingapura o Exército Japonês resolveu atacar o navio e os sobreviventes foram levados para um campo na prisioneiros em um campo na Indonésia, onde viraram prisioneiros, incluindo Judy.

Agora a queridinha da Marinha Real Britânica se tornou o xodó dos prisioneiros, mas um especial, o aviador Frank Williams, estava muito preocupado com ela. Para evitar que ela fosse morta, esperou um oficial japonês ficar bêbado e sugeriu um plano para proteger a cadelinha, colocá-la dentro da cela com os outros presos, assim ela teria uma maior proteção.

O plano deu certo e Judy se tornou uma prisioneira de guerra, seu número era POW 81A.

Algum tempo depois, eles precisaram ser transferidos para outro campo mas o navio foi atacado e em um ato de proteção para evitar uma bala perdida, a jogaram no mar.

Contra todas as probabilidades, depois de algum tempo Judy conseguiu se reencontrar com Frank Williams e após o final da Guerra, em 1945, os dois foram liberados de suas prisões.

Porém, o navio com destino a Inglaterra não permitia animais a bordo. Para não abandonar sua melhor amiga, Frank pediu ajuda para outros ex prisioneiros e conseguiu colocá-la no navio.

Chegando na Inglaterra, Judy foi condecorada e os dois ficaram unidos até o fim.

Mulheres Revolucionárias: 4 pintoras pioneiras

Muitas artistas dos séculos 18 e 19 enfrentaram barreiras por causa de seu gênero para receber o devido reconhecimento. Mesmo com essas dificuldades, as pintoras decidiram continuar e criar novas técnicas, sendo pioneiras.

Não existiam proibições especificas sobre as mulheres no mundo da arte, mas elas sempre foram sub -representadas, sendo até confundidas por homens no momento em que um quadro era colocado em um museu. Até hoje ainda estão sendo descobertas à medida que suas obras são reavaliadas.

ÉLISABETH VIGÉE LE BRUN

Essa pintora parisiense ficou muito conhecida em sua época e suas obras se transformam do estilo  rococó para o neoclássico. Até hoje alguns de seus trabalho são famosos, como o retrato da rainha francesa Maria Antonieta e muitos nobres solicitavam suas obras, principalmente durante a Revolução Francesa.

ROSA BONHEUR

Rosa deu o que falar no mundo da arte em 2020, pois sua casa foi comprada por uma mulher para que fosse revitalizada e se tornasse um museu, conhecido atualmente como Château de By.

Bonheur era uma artista do século XIX que ficou conhecida por suas pinturas de animais e por ser a primeira artista a receber a Légion d’Honneur. Popular entre chefes de estado e imperatrizes, ela foi uma das poucas pessoas a conseguir uma permissão especial para usar roupas masculinas.

Uma das obras mais famosas é a The Horse Fair que hoje está pendurada no Metropolitan Museum of Art.

ANGÉLICA KAUFFMAN

Essa artista suíça recebeu um treinamento especial desde muito nova para que suas técnicas fossem aperfeiçoadas cada dia mais, se tornando uma pintora neoclássica proeminente ao longo dos anos. Seus retratos aristocráticos se espalharam por toda a Europa e em 1766 Angélica se tornou uma das fundadoras da Royal Academy of Arts.

MARGUERITE GÉRARD

Essa jovem entusiasta morava com dois artistas conhecidos, sua irmã Marie-Anne Gérard e seu cunhado Jean-Honoré Fragonard no palácio real do Louvre. Para conseguir praticar e melhorar sua arte, ela imitava as pinturas de sua família, mas depois de um tempo começou a retratar cenas da vida cotidiana e por ter quadros acessíveis, acabou se tornando popular.

A história da Ilha de Creta

Mesmo que a ilha de Creta já tenha sido o centro da civilização do Mar Egeu, mas hoje em dia é possível encontrar apenas uma ideia do que um dia foi o seu passado. Com seus quase cinco mil anos de história, este museu a céu aberto já passou por diversos domínios, como o Turco, Bizantino, Veneziano e Romano.

Por este motivo esta ilha paradisíaca possui sua própria cultura e dialeto. Sua arquitetura passou por tantas mudanças que atualmente muitos turistas vão com o objetivo de conhecê-las.

A história da Ilha de Creta
Imagem de Greelane

Atualmente Creta conta com 4 cidades e cada uma delas é bem diferente da outra.

  • Chania
  • Heraklion
  • Rethymnon
  • Agios Nikolaos

Todas as cidades têm uma arquitetura muito bem preservada, com vários museus e lojas locais para que os turistas aproveitem a história e o comércio local.

Mas a população que vivia lá, conhecida como Minoica, criou incríveis palácios, igrejas cristãs e afrescos mas durante a Idade do Bronze caiu sob o domínio da Grécia micênica. Um desses palácios construídos e que foi sede administrativa e cerimonial naquela época, está de pé até hoje e a sua magnífica sala do trono está é conhecida como a mais antiga do mundo.

O trono do rei era feito com uma pedra de gesso e até hoje não se sabe se esta sala era realmente a principal do rei, ou apenas para exibição e cerimonias, mas ela e os outros 1.300 quartos do local estão em exibição.

Mesmo com suas ruínas, ele se encontra em boas condições e grande parte de sua história, como os afrescos, colunas pintadas e objetos decorativos e cerimoniais estão intactos.

Este palácio se chama Cnossos e aos poucos acabou sendo destruído em 1400 aC pelo fogo, terremotos e invasões que aconteciam na região mas alguns anos depois, em 1878, Minos Kalokairinos achou as ruínas do lugar e hoje virou do Patrimônio Mundial da UNESCO e um ponto muito querido pelos visitantes de Knossos, cidade onde o palácio real está localizado.

A anexação de países no mundo

A anexação de países no mundo aconteceu muitas vezes ao longo dos anos, muitos tentaram anexar seus vizinhos, mas quantas vidas inocentes custou este novo território?

Foto por Somchai Kongkamsri em Pexels.com

Guerra da Crimeia

No ano de 1783 a Crimeia fazia parte do Império Russo, porém depois do acontecido de 1917 (Revolução Russa), a península virou uma república autônoma.

Mas Putin não aceitou que essa península autônoma no sul da Ucrânia não fizesse parte da Rússia, e em 2013 as coisas começaram a esquentar por conta de um acordo entre a União Europeia e do presidente ucraniano. Vendo uma oportunidade, a Rússia decidiu bombardear a península e tomar posse. Seu sucesso ocorreu em 2014, mas até hoje Kiev e a comunidade internacional não a reconhecem como território russo.

Guerra do Chipre

Desde 1963 ocorre um conflito interno na ilha de Chipre. Antigamente essa região era do Império Britânico, mas devido a sua posição no mapa, os moradores de lá eram turcos e gregos.

Em 1974 ocorreu a Invasão turca, onde os turcos e a junta militar grega se uniram para realizar a Operação de Paz em Chipre e fazer com que a ilha fosse independente. Depois da operação ser um sucesso, o povo do país começou a perceber que a convivência entre gregos e turcos não era saudável. Com isso a separação física do país aconteceu, a parte norte do país era dos turcos e o sul, dos gregos.

A Turquia denominou seu lado como República Turca do Chipre do Norte (RTNC) e até os dias atuais luta pela independência do norte.

Guerra do Texas

Com a expansão territorial norte-americana no século XIX, surgiu a guerra Mexicano-Americana. Os Estados Unidos procurava expandir seus territórios e viu no México uma ótima oportunidade para fazer isso.

O México, que havia conseguido sua independência da Espanha em 1821, estava buscando um aumento populacional naquela área para diminuir os ataques indígenas nas chamadas Coahuila y Tejas, mas se viu atacada com a chamada “marcha para o oeste”, vinda dos EUA.

A República do Texas era localizada no México até 1845, quando os Estados Unidos fez a anexação ao país, tornando o local o 28° estado do país.

Guerra do Golfo

O conflito do Iraque contra Kuwait que aconteceu em 1991, aconteceu por causa de interesses estratégicos como o petróleo e pela Revolução Islâmica. A ideia do Iraque era tomar o país e reordenar a ordem.

O Iraque conseguiu conquistar o país, mas ganhou uma condenação internacional do Conselho de Segurança da ONU através de sanções econômicas.

Com a ajuda de tropas internacionais e da Resolução 678, o Kuwait venceu essa batalha e conseguiu se recuperar.

Guerra Eritreia-Etiópia

O Reino de Axum foi criado durante o século II e cobria uma área grande da África, com parte da Eritreia e da Etiópia.

A Eritreia lutava por sua independência desde 1961, mas alguns anos após conseguir se desanexar da Etiópia, decidiu ocupar e anexar a região de Badme e os dois países começaram a ter sérias discussões até a finalmente declarar guerra em 1998. Foi só no ano de 2000 que eles concordaram em um acordo de paz.

Guerra dos Seis Dias

Em 1967 Israel entrou em guerra com a Cisjordânia e também com Jerusalém Oriental, conhecido como a Guerra dos Seis Dias ou Guerra árabe-israelense.

Essa guerra envolveu a Síria, o Egito, a Jordânia e o Iraque e foi apoiada por diversos outros países. Esses países já estavam em uma tensão há muito tempo, mas essa foi uma resposta árabe direta à fundação do Estado de Israel.

A Cisjordânia conseguiu não ser anexada por Israel, porém até o ano de 1982 permaneceu controle militar do país.

Guerra do Uruguai

A Guerra do Uruguai aconteceu entre 1864 e 1865, e foi a guerra mais sangrenta da América Latina, dizimando milhares de vidas uruguaias.

a batalha começou entre entre o Partido Blanco, que estava no poder naquela época, e o Partido Colorado.

O Colorado criou uma a aliança com o Império do Brasil e iniciou uma guerra civil no Uruguai. Como o contorno dos países naquela época ainda não estavam bem definidos, o Brasil tinha interesse em anexar o Uruguai, mas não conseguiu principalmente porque a guerra começou a ficar muito impopular com o tempo, já que as baixas estavam cada dia crescendo mais.

Ao longo do conflito, o Paraguai e a Argentina também entraram. O partido Colorado ganhou a luta contra o Blanco, mas as eleições foram impedidas até que a guerra acabasse.

Já em 1865 a tríplice Aliança (o Brasil, a Argentina e o Uruguai) surgiu, onde os 3 países se comprometeram e assinaram um tratado para lutar contra o Paraguai, para que ele pagasse todo o custo dessa guerra.

Mulheres Revolucionárias: Marie Curie

Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, aliás, ela também a única a conseguir dois desses prêmios em campos científicos distintos, o de física (em 1903) e de química (em 1911).

Marie é a pesquisadora e professora polonesa mais conhecida de todos os tempos, principalmente por ter conseguido se destacar em áreas dominadas por homens em sua época.

Ela conseguiu quebrar a barreira de ser vista apenas pelo seu gênero, o que acontecia com praticamente todas as mulheres daquela época, mas não apenas conseguiu seu lugar no mundo como virou sinônimo de estudo da radiação, já que suas pesquisas viraram base para a ciência nuclear moderna.

Mulheres Revolucionárias: Marie Curie
Imagem do Google

Bons exemplos da importância de seu trabalho são a radioterapia e a descoberta de 3 elementos radioativos em 1898, o Polônio, Tório, e o Rádio.

Infelizmente, seus trabalhos também contribuíram para a anemia aplástica que causou sua morte prematura aos 66 anos, pois Curie manipulava isótopos radioativos sem os procedimentos de segurança adequados, que surgiram a partir de suas descobertas.

Marie nasceu na Polônia, mas para conseguir estudar, precisou se candidatar em uma universidade clandestina chamada Uniwersytet Latający (Universidade de Voo), uma instituição subterrânea projetada para mulheres e também para manter a cultura polonesa, já que o país estava sob o controle da Rússia.

Em 1891, pensando em um futuro melhor, ela decidiu ir para a França e se matriculou na Universidade de Paris para estudar física, química e matemática.

Alguns anos mais tarde, o  físico Henri Becquerel estava estudando alguns raios intrigantes que emanavam do urânio, já o cientista Wilhelm Roentgen conseguiu comprovar a existência de raios-x. Vendo todo esse estudo, Curie se inspirou e usou os dois fenômenos descobertos pelos pesquisadores para realizar um estudo, e foi então que descobriu que as ondas misteriosas de Becquerel era a radioatividade.

Foi então que Becquerel, Roentgen, Marie e seu marido se uniram para tentar isolar os elementos que estavam sendo estudados anteriormente.

Nessa época Curie também aproveitou para criar a sua tese de doutorado com base na radioatividade, chamada Research on Radioactive Substances.

Com tantas pesquisas e descobertas dos quatro pesquisadores, acabaram chamando a atenção do Comitê do Prêmio Nobel. O grupo conseguiu ganhar o prêmio, mas por pouco que Marie não fica de fora dessa lista, ela só conseguiu pois seu marido reclamou diretamente ao comitê, e isso se tornou um passo muito importante para que mulheres começassem a ser indicadas e ganharem um Nobel pela capacidade intelectual.

Outro passo pioneiro aconteceu em 1906, quando a Universidade de Paris ofereceu o primeiro cargo de professora para uma mulher, e Marie Curie aceitou o convite e poucos anos depois, em 1914 , ela já havia conseguido um laboratório dedicado ao estudo do rádio em conjunto com o Instituto Pasteur.

Nesta mesma época, a Primeira Guerra Mundial começou e foi então que ela começou a trabalhar com sua filha, treinando e dirigindo enfermeiras da Cruz Vermelha e desenvolvendo equipamentos de radiologia de campo.

Depois de sua morte, uma de suas filhas, Irène, continuou os estudos deixados pela mãe e a garota também recebeu um Prêmio Nobel de Química, no ano de 1935.