A mitologia egípcia

Durante a Antiguidade o povo egípcio era politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Todos possuíam características humanas, ou até poderes de transformação e os cultos geralmente aconteciam em templos dedicados a eles. Como a ciência não era muito avançada, para as pessoas estes deuses explicavam fenômenos que ainda não tinham explicações, como a origem do mundo.

Esta civilização com certeza é uma das mais intrigantes da história, já que até os dias de hoje não foi possível descobrir completamente seus hábitos.

A mitologia egípcia
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Embalsamamento 

Os egípcios acreditavam na vida após a morte, por este motivo, quando uma pessoa morria, seu corpo era preparado para a transição. Para isso, era utilizado algumas técnicas como o embalsamamento, para a conservação do cadáver. Mas este tratamento especial variava de acordo com a posição socioeconômica das pessoas. A técnica realizada na elite consistia na retirada do encéfalo através das narinas, depois os órgãos da cavidade torácica (menos o coração) através de um corte na virilha. Depois o corpo era lavado com algumas substâncias balsâmicas e então revestido de sal, para que a água do cadáver fosse extraída. Um mês depois, o corpo era limpo e todo o corpo era enfaixado. Neste ritual deveria ser lido o Livro dos Mortos, como uma espécie de guia espiritual.

Havia um deus relacionado ao embalsamamento, seu nome era Anúbis e ele embalsamou o próprio pai, Osíris. 

Neterus

No Egito Antigo a mitologia teve um papel muito importante no desenvolvimento da cultura egípcia, mas não podemos dizer que era uma religião como  sistema teológico unificado, mas a fé egípcia era baseada em uma série de mitos, no culto da natureza e adoração de diversos deuses.

Todos os deuses se relacionavam de uma maneira ou de outra, mas eles eram divididos entre os grupos: primordiais, geradores, primeira e segunda geração. Esta divisão era chamada de Neterus.

Neterus Primordiais:

São os deuses mais importantes os quais estão associados com a origem do universo:

  • Nun: simbolizava a água
  • Atum: era a transformação de Nun, ele deu origem a explosão do Universo
  • Amon: o rei dos deuses.
  • Aton: relacionado ao sol
  • : deus da criação e um dos principais deuses do Egito
  • Ka: representava a alma dos homens e deuses
  • Ptah: deus criador e protetor da cidade de Mênfis e deus dos artesãos e arquitetos
Neterus Geradores:
  • Shu: deus do ar
  • Tefnut: deusa da umidade
  • Geb: deus da terra
  • Nut: deusa dos céus
Neterus da Primeira Geração:
  • Osíris: primeiro faraó do Egito. Se transformou no juiz dos mortos
  • Ísis: deusa do amor, magia, fertilidade e maternidade. Além de ser a grande protetora da natureza
  • Seth: deus da tempestade, do caos e da violência
Neterus da Segunda Geração:
  • Hórus: deus do céu
  • Hator: guardiã das mulheres, deusa das festas, do vinho e alegria
  • Tot: deus da sabedoria
  • Maat: deusa da justiça, da verdade e da ordem
  • Anúbis: deus dos mortos e do submundo

Além desses, existem muitos outros deuses egípcios importantes.

A mitologia egípcia
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O Julgamento Final

Na mitologia egípcia, quando uma pessoa morria, o deus Anúbis a recepcionava e pesava seu coração em uma balança, avaliando como ela tinha se comportado enquanto estava na Terra.

Se o coração fosse mais pesado do que a pluma da deusa Maat, era considerado impuro. 

Depois desta avaliação, a pessoa deveria seguir ao julgamento final, realizado pelo deus Osíris.

Os que fossem aprovados, viveriam em um paraíso (Aaru) junto com os deuses. E os que fossem reprovados teriam seus corações devorados por Ammit e viveriam no submundo (Duat). 

A história da Grande Biblioteca de Alexandria

Quando Ptolomeu I Sóter se tornou faraó do Egito, seu desejo era promover a cultura helenística e tornar Alexandria uma capital de grandes conhecimentos. Essa vontade inspirou a criação da Grande Biblioteca de Alexandria, que é conhecida como uma das maiores e mais influentes bibliotecas do mundo antigo.

A história da Grande Biblioteca de Alexandria
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Estima-se que aproximadamente 400 mil pergaminhos gregos e egípcios eram abrigados na biblioteca. Com o tempo, a reputação da biblioteca se espalhava por todo o Mediterrâneo e ela acabou ficando tão importante que foi preciso construir um segundo templo, chamado de Serapeum para que fosse possível abrigar todas as coleções e documentos da época.

Como não era afiliada a nenhuma escola filosófica, havia liberdade acadêmica, o que chamava a atenção de inúmeras pessoas. Muitas personalidades históricas estudavam e trabalhavam ali, como Arquimedes, Euclides e Hiparco.

Anos mais tarde, quando Ptolomeu VIII chegou ao poder, muitos estrangeiros foram expulsos de Alexandria, forçando os acadêmicos a encontrar novos locais para suas pesquisas e com isso a influência não apenas da biblioteca como também de Alexandria, começaram a diminuir.

O fim da biblioteca foi quando o líder militar Júlio César decidiu entrar em uma guerra entre entre Ptolomeu XIV e Cleópatra VII, criando uma Guerra Civil Alexandrina. Em cenário de batalha, um incêndio começou a se espalhar pela cidade e destruiu grande parte da biblioteca.

Mesmo que não tenha sido totalmente destruída pelo incêndio, perdeu grande parte de sua coleção, o que a tornava ainda menos atrativa.

Depois que o Egito se tornou parte do Império Romano, diversas bibliotecas foram construídas por todo o território e a maior parte da coleção de Alexandria foi dividida entre as novas instituições.

A história da Grande Biblioteca de Alexandria

Embora sua destruição exata seja incerta, alguns historiadores acreditam que o que restou da biblioteca foi provavelmente destruído em 272 CE, após tantos séculos entre guerras.

Mesmo assim, ainda restam alguns vestígios do Serapeum e a tradição de instituições acadêmicas continuou por todo o mundo mesmo após o fim da Grande Biblioteca de Alexandria.

Bibliotheca Alexandrina

Em 2002 foi inaugurada a nova Biblioteca, inspirada na antiga. O objetivo era que a atual pudesse refletir o esplendor da antiga.

Além do salão principal, você encontra salas especializadas, laboratórios, planetário, museu de ciências e caligrafia e também uma sala de congresso e exposições.

Mais informações aqui.

8 curiosidades sobre Cleópatra

Cleópatra VII morreu há mais de 2 mil anos, mas até hoje continua sendo uma das mulheres mais intrigantes da história. Conhecida por sua beleza e seus relacionamentos com Júlio César e Marco Antônio, a rainha egípcia teve uma vida escandalosa e que inspirou muitas obras.

#1 VERSÃO HOLLYWOOD

Todos nós conhecemos Cleópatra como uma mulher deslumbrante pois os filmes hollywoodianos nos fizeram pensar que ela usava isso como uma arma política, mas o que realmente a fez uma mulher poderosa, foi seu intelecto.

A moeda egípcia antiga com o rosto da rainha gravado a mostra com um nariz avantajado e queixo largo. Alguns dizem que isso foi feito para parecer com uma imagem mais masculina. Tudo isso nos mostra como ela foi esperta, pois controlava a maneira como seu povo a enxergava. Ser uma mulher no comando naquela época não era nada fácil.

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#2 CASOU COM SEUS DOIS IRMÃOS

Para preservar a pureza de sua linhagem, a dinastia ptolomaica costumava realizar casamentos dentro da própria família. Acredita-se que os próprios pais de Cleópatra eram irmãos.

Com este exemplo de sua família, ela casou-se com seus dois irmãos. Em momentos diferentes, é claro.

#3 ENVOLVIMENTO NO ASSASSINATO DOS IRMÃOS

Desde seu primeiro dia no trono, a rainha deixou claro que seu irmão, Ptolomeu XIII, não compartilharia de seu poder. Mas Ptolomeu não deixou isso barato e os dois entraram em uma guerra civil.

Para vencer a guerra, Cleópatra foi atrás da ajuda de Júlio César para unir forças contra o irmão, que morreu afogado no rio Nilo durante uma batalha naval.

Depois de 4 anos de casamento com seu segundo irmão, Ptolomeu XIV, ele se tornou ambicioso e queria poder absoluto. Mais uma vez Julio Cesar chega para o resgate e vence Ptolomeu em uma batalha mortífera.

#4 FILHO COM JÚLIO CÉSAR

Sendo amantes por dois anos, Cleópatra deu à luz seu filho Ptolomeu César. Mas o menino viveu apenas 16 anos pois após a morte de sua mãe, ele foi capturado e executado por Otaviano, o fundador do Império Romano.

#5 ENTRADA TRIUNFAL

Como acreditava ser uma deusa viva, sempre chegava nos lugares fazendo uma grande encenação para conquistar seus súditos e possíveis aliados.

Um dos casos mais famosos é a fantasia de Afrodite e seus servos, de cupidos, tudo isso para impressionar Júlio César.

#6 CLUBE DE BEBIDA

O casamento com Marco Antônio gerou mais do que aliança política e 3 filhos, pois juntos eles criaram o clube Fígados Inimitáveis, onde aconteciam festas noturnas com jogos e bebida.

#7 PRODUÇÃO EXAGERADA

O filme Cleópatra, de 1963, interpretado por Elizabeth Taylor, é um dos filmes mais caros da história.

Repleto de problemas com elenco, diretor e roteiro, o orçamento de 4 milhões acabou se tornando 44 milhões e levantou grande repercussão na época pois quase levou a 20th Century Fox à falência.

#8 SUA MORTE

Cleópatra tirou a própria vida após perder a batalha naval em Ácio, para Otaviano. Porém, nunca foi realmente explicado como isso aconteceu, alguns acreditam que ela tenha sido picada por uma cobra e outros que ela mantinha consigo um veneno mortal e o usou para se matar.