Castelo flutuante: o navio do rei Hans

Milhares de castelos eram construídos durante a época medieval, mas poucos reis e rainhas foram tão ousados quanto o rei dinamarquês-norueguês Hans. Ele tinha um castelo flutuante.

O navio do rei Hans afundou em 1495, mas só em agosto de 2022 é que essa história foi descoberta pelos pesquisadores da Universidade de Lund, do Museu Blekinge e também do Museu Dinamarquês do Navio Viking. O naufrágio foi encontrado na costa de Ronneby, na Suécia.

Esse navio de guerra se chamava Gribshunden mas tinha um propósito bem diferente dos outros navios, pois não fazia apenas expedições e combates marítimos, mas também foi uma espécie de centro administrativo já que o rei tinha um objetivo bem claro em sua vida: unificar a Europa nórdica.

Foi exatamente no mesmo ano do naufrágio que ele chegaria em em Kalmar, na Suécia, para ser eleito governante e fazer a união escandinava. E para impressionar o conselho sueco, estava carregado de mercadorias de prestígio, mas acabou não chegando até o seu destino final.

Mesmo ele sendo um dos mais bem-preservado da Era da Exploração, o motivo do acidente ainda é um mistério mas os pesquisadores acreditam que por algum motivo aconteceu um incêndio no ancoradouro de Ronneby (Suécia).

A história conta que cerca de 150 homens a bordo morreram mas naquele momento o rei e toda a comitiva estavam em terra firme.

A montanha mais alta de Berlim

Teufelsberg

Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais muitas coisas foram destruídas e para não desperdiçar nada, alguns países decidiram criar montanhas com destroços e modificar a paisagem e algumas vezes, até criar pontos turísticos.

Um bom exemplo disso é a Montanha do Diabo (Teufelsberg), em Berlim. Essa espécie de galeria ao ar livre de arte de rua já foi a Faculdade de Tecnologia Militar durante o governo nazista, mas foi destruída durante a 2ª Guerra Mundial.

Percebendo que cerca de um terço dos locais de Berlim estavam destruídos, o Governo levou 26 milhões de metros cúbicos de entulho(bombeiros dizem que são as 400.000 de casas bombardeadas na redondeza) para criar uma montanha de escombros onde antigamente era a escola e hoje em dia esse local é um dos mais altos da capital da Alemanha, com mais de 114 metros acima do nível do mar.

Com isso, durante a Guerra Fria, os Estados Unidos decidiu reaproveitar o local e usá-la como base de espionagem mas tudo foi abandonado com a queda do Muro de Berlim.

Hoje em dia é difícil de dizer que aquela montanha repleta de verde é, na realidade, um monte de lixo mas conforme o turista adentra o antigo conjunto de torres de 1960 a história daquele lugar vai surgindo.

Muitas pessoas tentaram comprar o local para criar espaços diferentes, como um retiro de yoga, hotel de luxo e até museu particular mas nada foi feito por conta das imensas dívidas que vem com o lugar.

Para não deixar a montanha abandonada, atualmente ela é uma galeria de arte com diversos grafites sendo criados desde 2013, onde além de apreciar a arte é possível aprender sobre o passado e aproveitar a belíssima vista de Berlim.

Para visitar Teufelsberg é preciso agendar um tour pelo local antes.

Peaky Blinders: uma história real

No dia 10 de junho saiu a sexta temporada de Peaky Blinders, uma série de ficção histórica que traz ao conhecimento público a história de uma gangue inglesa.

Mesmo que alguns pontos sejam fictícios, a série foi baseada em fatos reais, como o nome por exemplo, o nome. A gangue realmente se chamava Peaky Blinders.

Peaky é uma referência para as boinas com aba que todos os integrantes usavam, já a parte do Blinders é um pouco mais vaidoso, já que essa gíria de Birmingham era para designar uma aparência elegante e essa elegância toda era uma marca especial da gangue, já que era incomum que membros de qualquer outra gangue se vestissem tão bem naquela época. Seus ternos sob medida realmente deram o que falar porque dessa forma toda a população de Small Heath, a polícia e as gangues rivais conseguiam os distinguir de cara.

E esse nome combinava não apenas com a aparência deles mas como o modo de agir do grupo, já que abordavam as pessoas por trás e cobriam o rosto delas usando a famosa boina, assim não saberiam quem havia roubado elas.

A família Shelby da vida real nunca existiu, já que a gangue era formada apenas por amigos mas alguns membros foram inspirados por pessoas reais. Thomas Shelby era na verdade Thomas Gilbert, responsável por realizar grilagem de terras. Já Billy Kimber, ao contrário do que mostra na série, era um membro Peaky também, mas decidiu sair e criar sua própria gangue, a chamada Brummagen Boys.

Em 1890 a área de Small Heath, em Birmingham, era a mais pobre e perigosa de toda a Inglaterra e foi exatamente nela que surgiram os Peaky Blinders. Nesse mesmo ano um homem com o crânio quebrado apareceu e ficou conhecido como o primeiro assassinato do grupo.

Mesmo com toda a agressividade, roubos, apostas ilegais, invasão à domicílio e porte ilegal de arma, os membros ficavam no máximo um mês presos por causa de seus esquemas de proteção através de corrupção policial e suborno. Assim como na série, eles de fato controlavam toda Birmingham.

Sim, o grupo tinha realmente fazia apostas de cavalos e futebol, mas naquela época qualquer pessoa podia apostar ou ser um bookmaker. O que eles faziam de diferente e ilegal era a extorsão, já que ficavam com até 50% da renda das casas de apostas da região. Os só saíram do poder na década de 1930, quando o líder de uma gangue italiana chamado Charles Darby Sabini tomou conta.

Outro fato que foi levemente modificado foi o corte de cabelo da série, mesmo que os Blinders tivessem esse corte, eles usavam apenas uma mecha de cabelo para fora da boina e isso era uma marca registrada dos Peaky Blinders.

Talvez o personagem que mais chame a atenção hoje em dia seja o político inglês Oswald Mosley, amigo de Mussolini e Hitler. Além de possuir o título hereditário de 6º Baronete, também fez parte da cavalaria e da Royal Flying Corps durante a Primeira Guerra Mundial, só parou quando sofreu um acidente e seu tornozelo quebrou, ficando inválido para participar da luta.

Pouco tempo depois, em 1918, já era muito popular na Câmara dos Comuns e participava de partidos políticos como o Partido Independente e o Partido do Trabalhador. Quando casou com Lady Cynthia Curzon, a festa de casamento contou com presenças ilustres como a do rei George V e da rainha Mary de Teck.

Após sua primeira esposa morrer, Mosley casou-se novamente, dessa vez com uma de suas amantes (Diana Guinness) e em 1936 a lista de convidados do novo casamento contava com o próprio Adolf Hitler.

Achando que estava popular o suficiente, criou seu próprio partido chamado New Party (depois mudou para União Britânica de Fascistas), que contou com a proteção da gangue Biff Boys. Após conhecer as táticas de Hitler e Mussolini, decidiu ir para o lado fascista e a usar a mesma simbologia que os extremistas, chegando a criar seu próprio uniforme, aquela roupa toda preta que foi mencionada da série.

Na série da Netflix e da BBC, Thomas Shelby menciona várias vezes que jornais como Daily Mail e Daily Mirror eram ruins, isso se dá por causa da afiliação dos donos destes jornais (na vida real) ao partido de Oswald Mosley.

Como havia participado da Primeira Guerra Mundial, um de seus objetivos era evitar a Segunda Guerra Mundial ao se aliar com Hitler, mas nunca conseguiu ganhar força, mesmo ganhando um assento dentro do Parlamento Britânico, nunca conseguiu ser bem sucedido na política.

Ao contrário do que se diz na série, o grupo Peaky Blinders foi criado antes da Primeira Guerra, mas realmente participaram da batalha e muitos voltaram com transtorno de estresse pós-traumático, o que fez com que o grupo ficasse mais fragilizado e com o tempo, acabou perdendo importância.

Mesmo que a série não seja completamente baseada em fatos reais, vale a pena assistir.

O julgamento que levou um rato à forca

Muito se sabe sobre o czar Pedro III, mas um fato pouco comentado é o dia em que ele sentenciou um mero rato à forca por um motivo muito curioso.

O czar escondia um segredo e quando sua esposa saia de casa, ele vinha à tona. Esse segredo era seu vício em brinquedos, ele tinha uma coleção inteira de bonequinhos de guerra embaixo de sua cama e toda vez que sua esposa Catarina o deixava sozinho no quarto, ele montava e brincava fazendo formações militares com os pequenos soldados.

Mas o homem que mantinha sua criança viva certo dia resolveu brincar no momento errado pois havia um rato no quarto que acabou roendo alguns bonequinhos, mal sabia ele que aquela seria a última coisa que ele roeria em sua vida.

O pobre rato foi capturado no mesmo momento e levado para seu julgamento final. De lá, ele saiu com a pena de morte por enforcamento. Para isso, Pedro III mandou construir uma pequena forca para que o rato pudesse pagar pelo que fez da maneira correta.

Como naquela época era comum deixar uma pessoa morta em uma estaca para mostrar força e poder, ao final de seu enforcamento, o rato foi pregado na parede por 3 longos dias.

Ao chegar em casa, Catarina encontrou o rato na parede de seu quarto e perguntou assustada para o marido o que significava aquilo, e foi quando o czar respondeu que o animal precisava pagar pelo grande crime que havia cometido.

Mulheres Revolucionárias: Joana D’arc

Na França de 1400, existia uma jovem chamada Joana D’Arc. Ao contrário do que era comum para a época, ela conseguiu liderar tropas do rei Carlos VII e ganhou batalhas importantes durante a Guerra dos Cem Anos. Joana com certeza foi uma das mulheres revolucionárias do mundo.

Durante o século XV a França passava por grandes dificuldades dinásticas e sua população estava com problemas de terra, comida e financeiros. Como Joana morava no campo, viu que sua família estava passando por dificuldades por conta da Guerra, ela percebeu que precisava fazer alguma coisa a respeito.

Esta jovem mulher da antiguidade também era conhecida como Donzela de Orleans devido ao seu local de nascimento (Domrémy-la-Pucelle). Ela dizia que ouvia algumas vozes, e logo percebeu que elas eram de algumas entidades como o arcanjo Miguel, a Santa Catarina de Alexandria e também da Santa Margarida de Antioquia.

Segundo a própria, essas vozes poderosas a disseram para se juntar ao exército e garantir a coroação do rei da França, Carlos VII. E depois de 3 anos ouvindo essas vozes, foi exatamente o que fez, aos 16 anos D’arc foi para a guerra.

No começo, precisou convencer muitas pessoas de que conseguiria batalhar, já que as mulheres não participavam de nenhum tipo de guerra. Ao passar certo tempo em batalha, conseguiu até mesmo convencer o Rei de que era forte o suficiente para liderar um batalhão francês.

Este cenário ainda é confuso para os historiadores, alguns dizem que ela realmente foi para o campo de guerra, já outros dizem que ela fazia parte do time de estratégia e preparação das tropas do Rei. Mas seu nome ficou grandioso em dois campos de batalha: Orleans e Reims.

A coroação dos reis da França aconteciam na comuna de Reims, portanto uma das vitórias de Joana garantiu que a coroação de Carlos VII acontecesse em 1429. Ele já era monarca desde 1422, mas com a guerra a coroação precisou ser adiada.

Em 1430 foi capturada em batalha por borguinhões e acabou sendo vendida para os ingleses, onde permaneceu presa para ser julgada durante a Santa Inquisição.

Em seu julgamento, levaram em conta o fato dela vestir roupas de homens considerado como heresia e também a condenaram por bruxaria pelo fato dela dizer escutar vozes do além.

Mesmo sendo um dos principais nomes na Guerra dos Cem Anos, Joana D’arc foi queimada aos 19 anos em praça pública. Sua execução aconteceu em 1431, na cidade de Rouen, na França.

Apesar do passado ter sido injusto com as mulheres, D’arc foi beatificada e canonizada em 1909 e nos dias de hoje é tida como a Santa Padroeira da França.

Judy, a cachorra prisioneira

A Segunda Guerra Mundial foi um momento de muitas histórias curiosas mas o da Judy, a cachorra prisioneira talvez seja o mais curioso e fofo ao mesmo tempo.

Quem mostrou a história para o mundo foi o escritor Otavio Cohen, no livro História Bizarra da Segunda Guerra Mundial.

Judy, a cachorra prisioneira

Lá em 1942 o navio britânico HMS Grasshopper passava por Xangai e sua tripulação encontrou Judy na rua e a adotaram. Mas quando saíram de lá, rumo a Cingapura o Exército Japonês resolveu atacar o navio e os sobreviventes foram levados para um campo na prisioneiros em um campo na Indonésia, onde viraram prisioneiros, incluindo Judy.

Agora a queridinha da Marinha Real Britânica se tornou o xodó dos prisioneiros, mas um especial, o aviador Frank Williams, estava muito preocupado com ela. Para evitar que ela fosse morta, esperou um oficial japonês ficar bêbado e sugeriu um plano para proteger a cadelinha, colocá-la dentro da cela com os outros presos, assim ela teria uma maior proteção.

O plano deu certo e Judy se tornou uma prisioneira de guerra, seu número era POW 81A.

Algum tempo depois, eles precisaram ser transferidos para outro campo mas o navio foi atacado e em um ato de proteção para evitar uma bala perdida, a jogaram no mar.

Contra todas as probabilidades, depois de algum tempo Judy conseguiu se reencontrar com Frank Williams e após o final da Guerra, em 1945, os dois foram liberados de suas prisões.

Porém, o navio com destino a Inglaterra não permitia animais a bordo. Para não abandonar sua melhor amiga, Frank pediu ajuda para outros ex prisioneiros e conseguiu colocá-la no navio.

Chegando na Inglaterra, Judy foi condecorada e os dois ficaram unidos até o fim.

A anexação de países no mundo

A anexação de países no mundo aconteceu muitas vezes ao longo dos anos, muitos tentaram anexar seus vizinhos, mas quantas vidas inocentes custou este novo território?

Foto por Somchai Kongkamsri em Pexels.com

Guerra da Crimeia

No ano de 1783 a Crimeia fazia parte do Império Russo, porém depois do acontecido de 1917 (Revolução Russa), a península virou uma república autônoma.

Mas Putin não aceitou que essa península autônoma no sul da Ucrânia não fizesse parte da Rússia, e em 2013 as coisas começaram a esquentar por conta de um acordo entre a União Europeia e do presidente ucraniano. Vendo uma oportunidade, a Rússia decidiu bombardear a península e tomar posse. Seu sucesso ocorreu em 2014, mas até hoje Kiev e a comunidade internacional não a reconhecem como território russo.

Guerra do Chipre

Desde 1963 ocorre um conflito interno na ilha de Chipre. Antigamente essa região era do Império Britânico, mas devido a sua posição no mapa, os moradores de lá eram turcos e gregos.

Em 1974 ocorreu a Invasão turca, onde os turcos e a junta militar grega se uniram para realizar a Operação de Paz em Chipre e fazer com que a ilha fosse independente. Depois da operação ser um sucesso, o povo do país começou a perceber que a convivência entre gregos e turcos não era saudável. Com isso a separação física do país aconteceu, a parte norte do país era dos turcos e o sul, dos gregos.

A Turquia denominou seu lado como República Turca do Chipre do Norte (RTNC) e até os dias atuais luta pela independência do norte.

Guerra do Texas

Com a expansão territorial norte-americana no século XIX, surgiu a guerra Mexicano-Americana. Os Estados Unidos procurava expandir seus territórios e viu no México uma ótima oportunidade para fazer isso.

O México, que havia conseguido sua independência da Espanha em 1821, estava buscando um aumento populacional naquela área para diminuir os ataques indígenas nas chamadas Coahuila y Tejas, mas se viu atacada com a chamada “marcha para o oeste”, vinda dos EUA.

A República do Texas era localizada no México até 1845, quando os Estados Unidos fez a anexação ao país, tornando o local o 28° estado do país.

Guerra do Golfo

O conflito do Iraque contra Kuwait que aconteceu em 1991, aconteceu por causa de interesses estratégicos como o petróleo e pela Revolução Islâmica. A ideia do Iraque era tomar o país e reordenar a ordem.

O Iraque conseguiu conquistar o país, mas ganhou uma condenação internacional do Conselho de Segurança da ONU através de sanções econômicas.

Com a ajuda de tropas internacionais e da Resolução 678, o Kuwait venceu essa batalha e conseguiu se recuperar.

Guerra Eritreia-Etiópia

O Reino de Axum foi criado durante o século II e cobria uma área grande da África, com parte da Eritreia e da Etiópia.

A Eritreia lutava por sua independência desde 1961, mas alguns anos após conseguir se desanexar da Etiópia, decidiu ocupar e anexar a região de Badme e os dois países começaram a ter sérias discussões até a finalmente declarar guerra em 1998. Foi só no ano de 2000 que eles concordaram em um acordo de paz.

Guerra dos Seis Dias

Em 1967 Israel entrou em guerra com a Cisjordânia e também com Jerusalém Oriental, conhecido como a Guerra dos Seis Dias ou Guerra árabe-israelense.

Essa guerra envolveu a Síria, o Egito, a Jordânia e o Iraque e foi apoiada por diversos outros países. Esses países já estavam em uma tensão há muito tempo, mas essa foi uma resposta árabe direta à fundação do Estado de Israel.

A Cisjordânia conseguiu não ser anexada por Israel, porém até o ano de 1982 permaneceu controle militar do país.

Guerra do Uruguai

A Guerra do Uruguai aconteceu entre 1864 e 1865, e foi a guerra mais sangrenta da América Latina, dizimando milhares de vidas uruguaias.

a batalha começou entre entre o Partido Blanco, que estava no poder naquela época, e o Partido Colorado.

O Colorado criou uma a aliança com o Império do Brasil e iniciou uma guerra civil no Uruguai. Como o contorno dos países naquela época ainda não estavam bem definidos, o Brasil tinha interesse em anexar o Uruguai, mas não conseguiu principalmente porque a guerra começou a ficar muito impopular com o tempo, já que as baixas estavam cada dia crescendo mais.

Ao longo do conflito, o Paraguai e a Argentina também entraram. O partido Colorado ganhou a luta contra o Blanco, mas as eleições foram impedidas até que a guerra acabasse.

Já em 1865 a tríplice Aliança (o Brasil, a Argentina e o Uruguai) surgiu, onde os 3 países se comprometeram e assinaram um tratado para lutar contra o Paraguai, para que ele pagasse todo o custo dessa guerra.

A infância durante o Holocausto

O holocausto foi uma época ameaçadora para todas as pessoas, mas em especial para as crianças, já que são vulneráveis e não entendem tão profundamente o verdadeiro horror que estava acontecendo no mundo, o que por si só pode traumatizar uma pessoa.

Alguns grupos eram indesejáveis e até perigosos, adultos crianças faziam parte do mesmo grupo. Matar crianças era apenas uma medida de segurança preventiva para manter a visão ideológica dos nazistas. A infância durante o Holocausto não foi nada fácil.

A infância durante o Holocausto
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Durante todo o período onde a Alemanha se tornou nazista, cerca de 1,5 milhões de crianças morreram.

Mas quem fazia parte desse grupo de crianças perigosas?

Além de judeus e cigano, qualquer um com alguma deficiência física ou mental não condizia com a raça ariana. As que nasciam em situações de pobreza ou em guetos, também eram consideradas improdutivas e consumidores inúteis de comida.

Então qualquer criança que fizesse parte desse grupo era morta, mandada para o trabalho escravo e até para laboratórios onde pesquisas desumanas aconteciam. Quando fossem muito novas para fazer parte dessas atividades, eram mandadas para o campo de concentração como as primeiras vítimas a serem metralhadas.

Qualquer jovem que tivesse características arianas eram levadas para o Reich e colocadas em adoção para que a família racial correta a adotasse. Se essa pessoa tivesse família, era raptada de seus pais.

Caso as mulheres dos campos de concentração ficassem grávidas, eram forçadas a abortar ou dar à luz em situações onde o bebê nasceria morto.

Mas nem tudo estava perdido, ainda existiam pessoas que tentavam ajudar. Foi da vontade de resgatar crianças que nasceu o Kindertransport, um movimento de resgate onde crianças em situação de risco eram levadas para locais seguros, mesmo que precisassem abandonar seus pais ou sair do país para continuarem vivas. Outras famílias também tentavam ajudar e usavam partes da casa, como o porão, para esconder as pessoas.

A guerra das Coreias

Um dos primeiros atos que definiram a Guerra Fria, foi a guerra entre as Coreias. Uma guerra que terminou sem vencedores e nenhum acordo de paz.

O país sempre enfrentou muitos desafios, como em 1910 quando o Japão anexou a península ao seu território.

No chamado Acordo de Anexação Coreia-Japão, o Japão começou a tomar terras produtivas e forçavam os coreanos a trabalharem para eles. A invasão também ficou fortemente marcada pelos crimes sexuais cometidos pelos japoneses.

Por esses motivos, a Coreia se viu forçada a se aliar com os Estados Unidos durante a Segunda Guerra, já que os dois países estavam lutando contra o outro.

A guerra das coreias

Durante o século XX, após alguns acordos realizados ao final da Segunda Guerra, parte da Coreia ficou para a Rússia e outra parte ficou para os Estados Unidos. Esse acordo foi feito sem o consentimento do povo, e por isso muitas rebeliões e protestos aconteceram naquela época pedindo para que tivessem seu próprio governo.

Foi só em 1949 que os dois países desistiram de seus domínios e abandonaram o país. Com uma mudança tão repentina, as partes divididas não conseguiram estabelecer um único governo pois a diferença entre povos já estava muito grande e não conseguiram entrar em um acordo que agradasse os dois lados da Coreia.

Foi então que cada um decidiu criar seu próprio governo. A Coreia do Norte seria comandada por Kim Il-sung e a do Sul, por Syngman Rhee. Com isso, ninguém sabia dizer qual era o governo legítimo, criando muitas confusões. No ano seguinte, em 1950, a Coreia do Norte decidiu invadir a Coreia do Sul e e pela primeira vez a Guerra Fria se tornou quente.

O plano de Kim foi convencer o ex-primeiro-ministro da União Soviética, Josef Stalin, a ajudar com suprimentos e armas. Com esse reforço, pensou que estaria pronto para uma guerra e que a invasão ocorreria de forma rápida e por isso não daria tempo dos Estados Unidos auxiliar a Coreia do Sul. Mas não foi bem o que aconteceu.

A guerra acabou levando mais tempo do que Kim previu.

Como o mundo estava em uma Guerra Fria, a Rússia e os Estados Unidos decidiram interferir militarmente na guerra das Coreias para mostrar soberania.

Com a entrada desses países, o massacre acabou ficando cada vez maior e isso fez com que a guerra perdurasse por anos, já que nenhum lado cedia.

Apenas em 1953 que a guerra foi interrompida, mas nenhum tratado de paz foi feito. Até os dias de hoje existe uma grande rivalidade entre os países.

A verdadeira queda do muro de Berlim

Após o final da Segunda Guerra Mundial, foi decidido que a Alemanha deveria ser dividida entre os países vencedores, entre eles os Estados Unidos, França, Reino Unido e União Soviética. Como a capital alemã era a parte mais disputada, foi feito um acordo para que todos conseguissem o que queriam, menos os cidadãos daquele local, pois dois blocos se formaram: o lado capitalista, e o lado comunista.

E foi assim que a famosa cortina de ferro, o muro que separava milhares de famílias e amigos, foi criado, dando o ponta pé inicial da Guerra Fria, em 1961.

Esse muro levou anos para ser derrubado, mas poucos sabem a verdade sobre o dia onde tudo aconteceu.

A verdadeira queda do muro de Berlim
Imagem do Google

A estrutura da divisão entre blocos ia além dos muros, já que nessa área eram encontradas cercas elétricas, torres de vigilância, patrulhas de soldados e cães de guarda, armadilhas como campo minado e piso com espinhos e muito mais, Era uma área completamente protegida, ninguém passava de um lado para o outro sem conhecimento dos oficiais.

Mesmo com todas essas medidas de segurança, as pessoas ainda tentavam escapar. As fugas ficavam cada vez mais elaboradas, alguns fugiam se escondendo em carros que cruzavam as barreiras, outros por túneis e até balões e ultraleves.

Segundo o Berlin Wall Memorial, cerca de 140 pessoas foram mortas e mais de 5 mil fugiram.

Em 5 de fevereiro de 1889, ocorreu a última morte, de Chris Gueffroy, 20 anos.

Alguns meses mais tarde, em outubro, os protestos começaram e assim a história tomou outro rumo. No dia 9 de novembro, o porta-voz da comissão política do Partido Socialista Unificado da Alemanha, Günter Schabowski, anunciou uma nova legislação que tinha como objetivo conter o fluxo de pessoas que estavam indo para a Hungria, ou seja, as viagens seriam facilitadas e as fronteiras abertas.

Quando um jornalista perguntou para Schabowski quando essa legislação entraria em vigor, ele respondeu dizendo que seria imediatamente. Como a conferência era ao vivo, imediatamente milhares de alemães foram para a fronteira e os guardas foram obrigados a deixarem todas as pessoas passarem.

Na realidade, as fronteiras deveriam ser abertas no dia seguinte, quando os documentos de todos os viajantes pudessem ser vistos.

Um ano mais tarde, a Alemanha inteira foi unificada novamente.