A Rússia através de monumentos

A Rússia é um país repleto de cultura, repleto de contos trágicos e curiosos, como é o caso da lenda do Gato de Kazan.

Conhecido por serem ótimos caçadores de ratos, em 1745 a imperatriz russa Isabel I decidiu encomendar 300 gatos para proteger seus aposentos. Mas segundo a lenda russa, até hoje existe uma linhagem desses felinos vivendo no Museu Hermitage de São Petersburgo.

É por esse motivo que até hoje existe uma estátua de gato em Kazan, na Rússia.

Existem algumas outras estátuas bem interessantes que estão localizadas na Rússia, como o cachorro na cidade de Toliatti. Ele era um pastor alemão chamado Kostia, mas ele e seus donos morreram em um acidente de carro em 1995, onde apenas Kostia sobreviveu, e o cachorro ficou no local do acidente esperando que seus humanos voltassem até 2002, quando ele morreu de causas naturais. Uma história bem parecida com o filme Hachiko (Sempre ao Seu Lado).

E se você nunca foi para a Rússia, a estátua de “Aqui começa a Rússia” pode te ajudar a achar o local. Ela simboliza não apenas a Rússia como um todo, mas ao mostrar a mãe ursa com seu filhote, a estátua também mostra a importância do urso pardo de Kamchatka.

Mas falando em importância, a vira-lata Laika, conhecida por ser o primeiro animal a orbitar a Terra a bordo da nave espacial Sputnik 2, também foi reconhecida por seu grande papel na cidade de Moscou, se transformando em estátua, perto do centro de pesquisa militar.

Os gatos da Rússia

É possível perceber que os gatos são muito amados por toda a Rússia, já que diversas figuras estão espalhadas pelo país, como é o caso de Ielissei, um vigilante que está em um pedestal até hoje por ter sido tão essencial no passado.

Durante o cerco a Leningrado, em 1943, quatro carruagens com gatos foram enviadas para São Petersburgo para eliminar todos os roedores, já que eles eram um grande problema na época. Para homenagear esses felinos valentes, Ielissei foi construído.

Outro caso curioso foi quando as autoridades de Murmansk foi pega de surpresa ao ouvir o caso do gato Semion, já que ele viajou cerca de 2.000 km para conseguir reencontrar sua família em 1987, quando seus donos acabaram perdendo o felino.

Já a a Ilha Kanonerski, em São Petersburgo antigamente era chamada de Kissaisaari, um nome finlandês, que significa Ilha do Gato. Para lembrarem para sempre desse nome, esculpiram uma pedra em formato de gato e hoje ela é uma atração local.

A literatura também interferiu nesse aspecto, como aconteceu com o poeta Aleksandr Púchkin. Em Oremburgo foi feita uma escultura do gato sábio do escritor no poema Ruslan e Ludmila.

Mesmo parecendo que gatos são especiais no país, também é de conhecimento geral que os camundongos são importantes para a história da Rússia e do mundo, já que sem eles os laboratórios estariam com um grande problema. É por isso que logo na frente do Instituto de Citologia e Genética é possível encontrar um monumento que relembra o sacrifício de todos os camundongos do mundo que contribuem para o desenvolvimento da ciência e do conhecimento.

A origem do Champagne

O Champagne é uma bebida que ficou popular por ser sinônimo de momentos especiais. Afinal, quem não lembra da bebida nos últimos momentos do ano, para comemorar o ano que está chegando?

Até o momento da abertura da garrafa é festivo, além de não saber onde a rolha vai parar, você ainda pode tentar um truque para encher todas as taças empilhadas de uma vez só. Mas qual é a sua verdadeira história?

Foi apenas com os avanços da ciência e os trabalhos de fermentação de Louis Pasteur que essa efervescência na bebida foi possível, antes disso ela era um tipo de vinho comum.

Ou seja, entre os séculos XVI e XVII, essa bebida era bem diferente do que conhecemos hoje, nem espumante ela era. A verdade é que um monge beneditino chamado Dom Pérignon que ficou conhecido como o inventor do champagne.

Quando estava peregrinando pela Abadia de Saint Hillaire, acabou descobrindo o método de vinificação dos vinhos efervescentes daquela época e ao voltar para casa, criou sua própria bebida.

O monge tinha uma espécie de adega na Abadia de Hautvillers, que ficava na cidade de Épernay, na França.

Foi ele quem percebeu que os vinhos fermentavam novamente depois que estivessem engarrafados e os tipos de lacres utilizados na época não eram bons o suficiente para a bebida, fazendo com que em muitos casos ela simplesmente explodisse por causa do gás carbônico.

Por isso ele decidiu utilizar garrafas mais fortes e resolver o problema da explosão prendendo a rolha com arame.

A marca Dom Pérignon

Hoje em dia a famosa marca Dom Pérignon é sinônimo de luxo, mas foi muito excluída quando foi criada.

Ela pertencia à Maison Mercierce, mas foi utilizada como dote em 1927 quando uma mulher de sobrenome Mercier se casou com um homem da família Chandon.

Foi só em 1935 quando o jornalista inglês Laurence Venn sugeriu a Moët & Chandon, um produtor do vinho, para criar um produto de alta qualidade com a empresa que já tinham.

A distribuidora Simon & Brothers entregou para toda a aristocracia inglesa da época com uma safra de 1921 e todos instantaneamente amaram.

O que era pra ser apenas uma sugestão, virou um grande negócio e perdura até os dias de hoje.

O que é assemblage?

O assemblage nada mais é do que a mistura de dois ou mais tipos de vinhos e foi o monge quem teve a ideia de fazer isso, traduzindo a experiência como “bebendo estrelas”.

Foi então que a bebida começou a ter diversas técnicas, até as que conhecemos hoje em dia, como o Champenoise e o Charmat.

Criação do nome Champagne

O nome da bebida que conhecemos hoje por Champagne precisa seguir uma rigorosa regulamentação, criada em 1941 pelo Comitê Interprofissional do Vinho de Champagne (CIVC). Ela serve para certificar a qualidade dos produtos.

Sua origem foi na França, e seu nome veio da região onde o espumante foi criado.

Inclusive, atualmente esse nome define uma área geográfica específica em que o vinho deve ser cultivado e fabricado, caso a produção seja feita fora dessa área, o produto será chamado por outro nome.

O primeiro Champagne

A história diz que a primeira taça de champagne servida por através de Maison Ruinart, em 1729.

Emily in Paris: Champère Champagne

Na série, a casa de champagne de Camille chamada Épernay Champagne faz uma publicidade de uma versão “ruim de champagne” para que fosse usado como spray, e não para beber.

Muitos amantes da bebida podem ter ficado chateados com o que a série passou, mas na vida real é possível fazer uma comparação com a marca GH Mumm.

Mesmo não tendo gosto ruim, ela era praticamente a marca oficial para pilotos vitoriosos da Fórmula 1.

O primeiro a fazer isso, em 1966, foi Jo Siffert. Uma garrafa da bebida explodiu na hora de abrir, por acidente depois de ter vencido a corrida das 24 Horas de Le Mans.

No ano seguinte o piloto Dan Gurney imitou o acontecido, iniciando uma tradição

A doença que quase acabou com uma dinastia

A Hemofilia é uma doença genético-hereditária onde a coagulação do sangue é problemática, podendo matar uma pessoa com apenas um machucado comum do dia a dia.

E esse foi o caso do filho mais velho da Rainha Victória da Inglaterra, que morreu dez dias antes de seu aniversário de 31 anos.

Leopoldo era Duque de Albany mas descobriu que era portador do gene do cromossoma X quando ainda era pequeno, aos 3 anos de idade, e foi então que toda a família real entrou em pânico.

Outras três filhas da rainha também tinham a doença (Vicky, Alice e Beatriz), mas foi descoberto apenas quando eram mais velhas, já que a Hemofilia é mais comum em homens e não se manifesta muito quando uma mulher o tem, mas por não saberem que eram doentes, quando casaram com outros príncipes europeus, acabaram disseminando ainda mais a doença pelo continente, já que ela é transmissível.

Na época o conhecimento sobre esse assunto era muito pouco, mas supôs-se que o gene teria vindo do lado da rainha Victória, o que se confirmou um tempo depois, já que a doença ocorria frequentemente quando os pais possuem filhos quando são velhos, que foi o caso do Duque de Kent e Strathearn, Eduardo, o pai da rainha Victória.

O caso estava ficando cada vez mais fatal e a familia real inglesa estava com medo de perder sua dinastia como um todo, já que todos poderiam ter a doença, fazendo com que a morte ficasse ainda mais possível, já que na época a morte ainda era bem mais comum que hoje em dia.

A Hemofilia era uma ameaça à vida naquela época, já que durante o século 19 a mortalidade ainda era alta, principalmente em crianças. Ela faz com que qualquer doença fique ainda pior, já que o sangue não é bem coagulado.

Como o Duque de Albany morreu?

Quando descobriu que tinha a doença, Leopoldo foi muito bem cuidado para evitar a morte, mas em 1861 contraiu sarampo e quase morreu, diziam que foi um milagre sua melhora.

Mas em 1884 esse milagre não ocorreria novamente, ele tinha machucado o joelho duas vezes seguidas, e na segunda vez acabou tendo uma hemorragia e morreu em menos de 24 horas.

Em uma pessoa sem Hemofilia, isso apenas seria um incômodo e em alguns dias já estaria andando novamente, mas para o Duque de Albany, esse foi o fim.

Casas reais com Hemofilia

Infelizmente essa doença acabou se espalhando, através da família real inglesa, para outras dinastias através das irmãs do Duque.

Vicky se casou com um membro da casa Hohenzollern do Império Alemão e Alice foi para a casa de Hesse-Darmstadt.

Alguns anos depois, surgiu mais casos dentro da dinastia de Bourbon da Espanha e também na casa Romanov da Rússia, pois as netas da Rainha Victória se casaram.

Esses casamentos foram de Alice de Hesse e Reno com o Czar Nicolau II e Vitória Eugénia de Battenberg com Alfonso XIII da Espanha.

A rixa no futebol além do campo

Em muitos países o futebol é um esporte muito celebrado ao longo dos anos, e no futebol do Reino Unido isso não seria diferente, o problema é que a competição vai para além do estádio.

Toda a briga que existe entre um lado e outro da população desse lugar pode ser vista dentro e fora de campo. Essa história teve inicio basicamente quando a religião começou a separar as pessoas, entre católicos e protestantes.

A própria Inglaterra tem seus clássicos, chamado Big Six (que inclui Manchester City, Manchester United, Liverpool, Arsenal, Tottenham e Chelsea).

Já na Escócia, quem fica com esse título é o Celtic Football Club contra Rangers Football Club. Duelando a mais de um século para descobrir quem deve ficar com o comando de Glasgow.

Infelizmente essas equipes foram criados com base em uma rivalidade que já existia nos países, sendo o principal deles a religião.

Por exemplo, o Celtic foi fundado durante um encontro da igreja St. Mary, em Glasgow, e sua torcida irlandesa-escocesa até hoje possui uma ideologia em relação ao Reino Unido.

O time Rangers foi fundado em 1872 e até hoje seus pensamentos são contrários ao time verde. Eles são protestantes e mais conservadores que o Celtic e isso é visto não apenas quando o apito é tocado, já que quando os 90 minutos de jogo acabam, a rivalidade continua.

Desastre de Ibrox

Em 2 de janeiro de 1971 um estádio foi campo de tragédia que acabou resultando em 66 mortes e mais de 200 feridos.

Como o Celtic estava vencendo por 1 a 0 neste dia, alguns torcedores do Rangers começaram a ir embora do Estádio Ibrox, mas foi nesse momento que o jogador Colin Stein marcou o gol de empate e todos que estavam indo embora começaram a voltar para comemorar.

Foi então que as barreiras da escada se romperam pelo alto número de pessoas se movimentando apenas para uma direção, e isso acabou esmagando todos que estavam comemorando.

Esse gol é conhecido até hoje como o mito da meta de Stein.

Em 2020 completou 49 anos do desastre e muitas pessoas que estavam presentes no dia foram prestar homenagens aos ex-jogadores e torcedores que morreram naquele dia.

Infelizmente aquele episódio não foi o único que aconteceu, já que em 1909 ficou marcado por atos de violência de enfrentamento das torcidas escocesas, conhecido como Old Firm.

Mudança de hábito

Em 1989 o Rangers decidiu que não iria continuar a contratar apenas pessoas de certa religião e por isso o jogador Maurice Thomas Johnson, um católico, foi contratado para quebrar uma tradição de séculos que não era tão saudável.

Essa política de recusar católicos foi criada após a Primeira Guerra Mundial e começou a afetar até mesmo quem era casado com algum católico, mesmo que o próprio jogador não fosse, como foi o caso do atleta Alex Ferguson.

O atacante foi questionado por estar em um relacionamento com uma mulher católica e o time quis ter certeza de que eles não se casariam.

Essa história foi explicada recentemente, em um documentário chamado Sir Alex Ferguson: Never Give In.

Com o passar dos anos essa rivalidade acabou diminuindo a as pessoas ficando mais tolerantes umas com as outras, mas é visível que ela ainda continua existindo.

O que é o Old Firm?

O Old Firm é o nome utilizado para falar sobre o maior clássico do futebol escocês, as duas equipes de Glasgow se chamam Celtic Football Club e Rangers Football Club.

A história dos dois times existe desde 1888 e até hoje é um dos clássicos de futebol mais antigos e com a maior rivalidade que existe.

Sua divergência cultural e religiosa faz com que até pessoas que não gostam de futebol ou moram fora da Escócia se envolvam.

A maior cidade medieval da Europa

No sul da França existe uma cidade localizada no alto de uma colina. Ela se chama Carcassonne e até hoje é conhecida como a maior cidade medieval da Europa.

Com mais de 2.600 anos, esta cidadela fortificada com diversos e longos muros é Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1997, mas foi anexada pelo Reino da França no ano de 1247.

Antigamente ela fazia parte do Reino de Aragão, já que fica perto da fronteira entre a França e a Espanha.

A origem do nome desse lugar de conto de fadas é um mistério, algumas pessoas contam que foi inspirado na lenda da Dame Carcas, uma princesa da cidade na época de Carlos Magno.

A história da princesa começa quando o local estava em batalha contra o próprio Magno, já que ele deixou Carcassonne em cerco por aproximadamente 6 anos.

A ideia da princesa para ganhar essa guerra foi de engordar um porco com trigo e fazer ele andar na direção das tropas que faziam o cerco. Quando eles viram o tamanho do animal, logo imaginaram que a cidade estava com muita comida ainda, mesmo depois de ficar 6 anos presos sem contato com nenhuma cidade das redondezas.

Depois disso, eles desistiram do cerco e decidiram deixar a cidade em paz. Logo os sinos da catedral foram tocados e um grito falando “Carcas sonne” foi escutado vindo da igreja. Esse era o som da vitória da nova Carcassonne.

Além de toda a construção medieval, ela também é conhecida por ser a terra do Cassoulet, uma especialidade gastronômica francesa muito tradicional. Aqui no Brasil esse prato também é conhecido como feijoada francesa.

Ela teve origem na Guerra dos Cem Anos e até hoje é saboreada no inverno sendo acompanhada por vinho.

Chegando em Carcassonne, localizada à 90 km de Toulouse, é possível visualizar a Basílica de Saint Nazaire com seu estilo gótico e o Château Comtal, com Château Comtal com suas 52 torres e 3 km de muralhas.

Mesmo sendo pequena, consegue cerca de 2 milhões de turistas todos os anos.

Destinos aterrorizantes: Catacumbas de Paris

Conhecer a França pode ser interessante, mas existem alguns lugares alternativos que você pode aproveitar, principalmente durante o Halloween.

Visitar um local aterrorizante em Paris pode não ser a ideia principal dos turistas, mas talvez valha a pena conhecer. As Catacumbas de Paris são um marco histórico para o país.

As catacumbas da França

Durante o século XVIII, os cemitérios de Paris eram uma parte importante das igrejas, mas naquela época era comum que muitas pessoas morressem por conta de pragas e as mais diversas doenças e por isso a superlotação era inevitável. Com isso, muitos restos mortais ficavam expostos ao ar livre, fazendo com que o cheiro da decomposição, a propagação de doenças e a contaminação da água se tornasse um problema cada vez maior.

Como naquela região haviam alguns túneis desativados, decidiram colocar os restos mortais de milhares de pessoas ali, evitando que elas ficassem largadas por aí. Os primeiros corpos levados saíram diretamente do cemitério Saint-Nicolas-des-Champs, em 1785, sem qualquer organização, foi só no ano seguinte que começaram a realmente organizar o lugar, oficializando as Catacumbas.

Durante a Revolução Francesa alguns corpos foram colocados especialmente ali, como uma espécie de memória. Desde 1788 até 1792 as pessoas mortas em combate foram sendo colocadas ali.

Ponto turístico alternativo de Paris

Foi só em 1810 que as paredes começaram a ser formadas, tornando o lugar um pouco mais visitável, permitindo até mesmo as primeiras visitas públicas, mas apenas com datas especiais e com poucas pessoas.

Com o passar dos anos, as visitas foram aumentando e até 1972 elas eram feitas à luz de velas, a eletricidade chegou em 1983 e a reputação do lugar começou a crescer, ficando conhecido ao redor do mundo.

As instabilidades dos túneis acontecem até os dias de hoje e por isso as Catacumbas de Paris são fechadas e uma revitalização é feita, garantindo uma maior segurança.

Com seus 20 metros de profundidade, hoje é possível conhecer até 1,7 km de túneis. O início é feito na antiga mina. Na Galeria dos Ossos você pode até encontrar algumas celebridades históricas da França, como o médico e arquiteto Claude Perrault e o advogado Camille Desmoulins.

Hoje em dia o local está cada vez mais turístico, existem até mesmo algumas frases motivacionais ao longo do percurso para você refletir sobre a fragilidade da vida.

Castelo flutuante: o navio do rei Hans

Milhares de castelos eram construídos durante a época medieval, mas poucos reis e rainhas foram tão ousados quanto o rei dinamarquês-norueguês Hans. Ele tinha um castelo flutuante.

O navio do rei Hans afundou em 1495, mas só em agosto de 2022 é que essa história foi descoberta pelos pesquisadores da Universidade de Lund, do Museu Blekinge e também do Museu Dinamarquês do Navio Viking. O naufrágio foi encontrado na costa de Ronneby, na Suécia.

Esse navio de guerra se chamava Gribshunden mas tinha um propósito bem diferente dos outros navios, pois não fazia apenas expedições e combates marítimos, mas também foi uma espécie de centro administrativo já que o rei tinha um objetivo bem claro em sua vida: unificar a Europa nórdica.

Foi exatamente no mesmo ano do naufrágio que ele chegaria em em Kalmar, na Suécia, para ser eleito governante e fazer a união escandinava. E para impressionar o conselho sueco, estava carregado de mercadorias de prestígio, mas acabou não chegando até o seu destino final.

Mesmo ele sendo um dos mais bem-preservado da Era da Exploração, o motivo do acidente ainda é um mistério mas os pesquisadores acreditam que por algum motivo aconteceu um incêndio no ancoradouro de Ronneby (Suécia).

A história conta que cerca de 150 homens a bordo morreram mas naquele momento o rei e toda a comitiva estavam em terra firme.

Cacareco: o rinoceronte que quase virou vereador

Em 1959, um rinoceronte chamado Cacareco foi emprestado do Zoológico do Rio de Janeiro para o de São Paulo com um propósito bem inusitado.

Toda essa história é bem confusa, já que foi o governador Jânio Quadros que fez uma espécie de empréstimo para a inauguração do Zoo da cidade (que aconteceu em março de 1958), mas acabou sendo tão repercutido que Quadros acabou dizendo que o Cacareco seria um ótimo candidato para o Governo de São Paulo, mas o que não esperava é que as pessoas levariam essa brincadeira a sério.

Foi o jornalista Itaboraí Martins que acabou lançando, em uma forma de brincadeira, a candidatura do tão querido rinoceronte. E até mesmo a campanha já estava sendo criada, algumas gráficas criaram os famosos santinhos para ele e até um jingle:

“Cansados de tanto sofrer / E de levar peteleco / Vamos agora responder / Votando no CACARECO”

Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp)

Na época a eleição ainda acontecia por cédulas de papel e era preciso escrever o nome de quem você queria votar nessas células. Estima-se que 100 mil eleitores (onde haviam 1.120.000 eleitores aptos) escreveram o nome de Cacareco, o rinoceronte. Todos esses votos foram considerados nulos, mas entre todos os 450 candidatos que estavam concorrendo às 45 cadeiras da câmara municipal, Cacareco levou a melhor.

Mas não se deixe enganar pelo nome, pois Cacareco seria escolhida como vereadora, já que era fêmea.

Até mesmo o presidente da época, Juscelino Kubitschek, achou tudo aquilo engraçado e disse que estava esperando o povo falar algo sobre isso.

A campanha foi tão boa que até em outras cidades do estado houveram votos para ela. Vendo a repercussão, o secretário da agricultura do governo do estado da época tentou comprá-la, sem sucesso.

Infelizmente ela morreu muito jovem, com apenas 8 anos, mas está em exposição até hoje no Museu de Anatomia da USP.

O futebol dos astecas

O futebol perfeito dos Astecas

O futebol é um esporte muito antigo, mas suas raízes estão espalhadas por diversos jogos e países, mas o jogo da civilização asteca era uma espécie de futebol bem diferente do que conhecemos hoje, já que quem perdia era decapitado.

Ou seja, para vencer o jogo era necessário evitar todo e qualquer tipo de erro, ser quase perfeito.

Por volta de 1400 a.C a civilização olmeca começou a se espalhar pelo México e a construir diversas vilas, templos e claro quadras para que as pessoas pudessem jogar e praticar diferentes tipos de esportes.

O que ficou conhecido como ollamaliztliem nahuatl no idioma deles, era uma espécie de entretenimento amigável e feito diariamente, mas quando aconteciam os jogos cerimoniais todo mundo se preparava para vencer, porque o time que perdesse seria decapitado.

O jogo na religião

Mesmo que fosse uma forma de diversão no dia a dia, o jogo tinha grande importância religiosa para aquelas pessoas, sendo ligado com o mito dos Gêmeos Heróis e também a batalha do Sol contra a Lua.

No dia a dia nenhuma morte acontecia, apenas em casos de acidentes. As mortes aconteciam apenas em jogos cerimoniais, e os mortos eram uma oferenda para os deuses.

Como jogar?

As regras variavam muito, mas a ideia principal era que a bola não poderia sair da quadra e nem cair no chão, poderia no máximo ser quicada duas vezes e passada para o próximo. O que realmente mudava eram os membros usados, podendo mudar de quadris, joelhos, punhos, cotovelos e até mesmo tacos de madeira.

A bola era feita de uma variação de plantas e borracha com 30 cm e 4kg, fazendo com que os jogadores acabassem seriamente machucados, tendo casos até mesmo de ossos quebrados e claro, poderia levar à morte em partidas feitas com a cabeça.

Mesmo que fosse utilizado uma armadura de tecido, couro e de madeira, aquilo não era forte o suficiente para impedir o impacto da forma correta.

Quem podia jogar?

Todas as pessoas poderiam jogar, mas apenas os nobres poderiam se tornar profissionais, já que apenas eles frequentavam a escola esportiva chamada Calmenac.

Geralmente as partidas eram feitas com um time de nobres contra escravos ou prisioneiros e por esse motivo alguns historiadores sugerem que tudo era armado para que em partidas cerimoniais o sacrifício fosse feito apenas com pessoas pobres e não com a nobreza.

Ao final, o time vencedor pegava a cabeça do perdedor e chutavam entre os membros do time a cabeça dos mortos.

Quanto tempo durou essa prática?

É difícil de dizer exatamente quando o jogo começou, mas sua prática durou cerca de 3 mil anos, até que a conquista espanhola chegou no território daquela civilização e dizimou todas as pessoas, juntamente com suas tradições.

A quadra esportiva mais conhecida da época era em Chichen Itza, mas ainda hoje é possível encontrar sua influencia no estado de Sinaloa, no México. O jogo atualmente se chama ulama.

Como começou o Setembro Amarelo?

Como começou o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha feita ao longo do mês de Setembro para conscientizar as pessoas sobre os problemas emocionais, à valorização da vida e para orientar na prevenção ao suicídio. Mas como começou o Setembro Amarelo?

Tudo começou em 1994 com um homem chamado Mike Emme, nos Estados Unidos.

Ele levava uma vida comum até o dia que decidiu comprar um carro de modelo Ford Mustang 1968 e para deixar mais personalizado, reconstruiu e pintou sua nova aquisição de amarelo. Mike fez um trabalho tão bom que começou a ficar popular pela cidade e desde então começou a ajudar as pessoas com sua habilidade mecânica, como ajudar pessoas com o carro quebrado no acostamento.

Um de seus conhecidos contou a história de quando Emme tinha a intenção de comprar uma transmissão nova para seu carro e então o colega lhe disse que também precisava mas não tinha dinheiro para comprar. Foi então que Mike decidiu comprar uma transmissão usada, assim poderia pagar uma para ele e outra para seu amigo.

Certo dia, seus pais encontraram uma carta em seu quarto escrito

  “Não se culpe, mamãe e papai, eu amo vocês.”

Mike, 23:45

Quando foram até a garagem, às 23h52, perceberam que já era tarde demais e haviam perdido o querido filho. O que eles e toda a cidade não tinha entendido é que mesmo parecendo estar feliz e realizado por fora, sua mente era completamente diferente.

No enterro, as pessoas começaram a compartilhar suas histórias com o então conhecido de Mustang Mike e percebendo que o garoto tinha sérios problemas psicológicos, decidiram fazer uma cesta repleta de cartões decorados com fitas amarelas e escrito nesses cartões estava a frase “Se você precisar, peça ajuda.”

Para evitar a morte de outros, os pais de Mike decidiram criar uma fundação chama Yellow Ribbon para alertar e conscientizar as pessoas do risco desse problema. Foi então que surgiu o Setembro Amarelo, uma homenagem ao mês de suicídio de Mike Emme e ao símbolo da fita pela cesta em seu enterro.