Entenda como é a vida de quem vive com o pé na estrada

Todo esse tempo em quarentena com certeza nos fez sentir vontade de sair de casa e conhecer novos lugares qualquer um desde que não seja o mercado do bairro.

Tirar um tempo de férias e curtir a viagem pode ser simples e divertido, mas na hora de ir embora sempre queremos ficar um pouquinho mais.

Mas e quando você realmente não volta para casa?

Para explicar melhor como é a vida de quem vive viajando, além dos novos desafios em tempos de Covid-19, conversei com o casal Leonardo e Rachel, do canal Viajo Logo Existo.

Imagem de Viajo logo Existo

Qual o maior desafio de viver viajando?

O maior desafio de ter uma vida em constante movimento é a questão da adaptação a cada novo lugar. A comida muda, o fuso-horário muda, o clima muda e o corpo sempre precisa de um tempo para se adaptar a essa nova realidade. Some tudo isso a ideia de se ter uma empresa enquanto estamos nos mexendo e o desafio mais que duplica. Tocar um negócio parado já é complicado, em movimento fica ainda mais difícil. Enfim, o maior desafio é estar sempre se mexendo e tendo que se adaptar a cada nova realidade.

Como vocês estão fazendo para continuar trabalhando nessa quarentena?

No momento nós estamos em Portugal, em o que chamamos de nossa casa atualmente. Já existia o plano de se mudar para o país e os fatos de 2020 acabaram acelerando esse processo. O principal impacto da quarentena foi na questão da mobilidade, onde não podemos continuar explorando o mundo. Mas temos repensado o conteúdo, lançamos nosso podcast em abril de 2020, lançamos nossa série na televisão, fizemos rodadas de entrevistas, testamos algumas coisas com gameficação, enfim, continuamos criando…

Com tantas pessoas entrando no ramo online, dá para continuar inovando?

Sem dúvida o mercado está cada dia mais complexo e competitivo, mas sempre tem espaço para se pensar em coisas novas. Nossa opinião é que se a historia é solida, tem alma e propósito, ai vira mais uma discussão de qual formato utilizar para fazer a comunicação com sua audiência, e hoje em dia não faltam formatos.

Como começar a trabalhar dentro dessa área, tanto online, quanto de turismo?

Acho que o principio é o mesmo para todas as profissões, você precisa amar o que faz, senão chegará onde muitas estão chegando, frustradas com suas atividades profissionais. O mundo do turismo não é diferente, ele tem seus pontos positivos e negativos. Muitas pessoas acham que a vida por aqui é uma eterna viagem de férias. É claro que não dá para reclamar, mas tem muitos desafios. Tem que se reinventar o tempo todo e aprender a viver longe das pessoas que você gosta. Fora tudo isso acho que é importante refletir sobre como ter seu espaço hoje em um mercado tão competitivo.

Quais os cuidados necessários para uma viagem segura? Acham que o vírus fez vocês mudarem alguns desses cuidados?

Por hora as viagens ainda não retomaram de forma mais concreta, mas sem dúvida a indústria toda do turismo está passando por uma revolução do ponto de vista sanitário. Nós estivemos na Itália no começo de julho para resolver algumas coisas e já é visível a mudança. Máscaras nos voos, menos interação com as pessoas, distanciamento mínimo entre as pessoas, triagem na entrada dos aeroportos… muita coisa mudando.

Depois dessa quarentena, a perspectiva mudou em algum sentido?

Acho que a crise do Covid-19 deixou claro como ninguém estava preparado para uma situação tão complicada como esta. E isso nós falamos em todos os níveis, não só no turismo. Temos que refletir sobre o que aconteceu e tirar algumas lições disso tudo. Até que tenhamos um protocolo de tratamento de sucesso ou uma vacinação em massa, acreditamos que a insegurança será muito alta e sim, isso afetará drasticamente as atitudes e decisões das pessoas.

Com tanta gente em casa, muitos estão pensando em viajar quando a quarentena acabar. Qual o lugar que vocês recomendam para relaxar de todo esse stress?

Acreditamos que o mais importante é ter uma avaliação clara da necessidade da tal viagem, digo por que a o fim da quarentena não necessariamente significa o fim da crise de saúde, mas sim que aquela determinada região está com o contágio controlado/declinando. O maior risco seria as pessoas simplesmente viajarem e “importarem” novamente o vírus e as coisas saírem do controle novamente. Nós estamos mapeando lugares mais abertos, mais ligados a natureza, com circulação de ar e com menos interação humana possível. Tanto o Brasil como Portugal oferecem uma riqueza enorme de destinos verdes e cheio de vida. É para esses lugares que devemos ir…

E você? Teria coragem de viver com o pé na estrada também?

2 comentários Adicione o seu

  1. Cruz disse:

    Appreciate the recommendation. Let me try it out.

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  2. Gostei muito da entrevista! Fico feluz por saber que o Leonardo e a Rachel gostam de viver no meu país.

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